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25/08/2019

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Bate-papo com o jornalista Eliseu Caetano do ''Planeta Brasil''

_eliseu caetano

ana haubrich 2por Ana Santos

1) Recém-chegado do Brasil, qual foi a sensação de ver o mar verde e amarelo de mais de 1 milhão de pessoas na Sexta Avenida durante a cobertura do BRDAY NY 2014?
Nossa, eu já tinha escutado falar do BRDay mas depois de ver com os meus próprios olhos posso afirmar: nada se compara a essa grande celebração do nosso povo. Já fui a grandes eventos no Brasil e, como jornalista, trabalhei em coberturas como a do carnaval do Rio, e de outros estados, e o Réveillon de Copacabana. Mas o BR DAY é diferente de tudo que já tinha presenciado. Acho que a energia da saudade de casa, dos amigos e da família paira no ar e trazem um clima de paz e de muita alegria. E as músicas, as comidas?  Além disso, foram mais de um milhão de pessoas na avenida sem que nenhuma briga fosse registrada pela polícia. O nosso povo dando exemplo para o mundo todo e eu estava ali, participando e trabalhando com a Fernanda Pontes e a equipe do Planeta Brasil.

2) Cada trabalho no Planeta Brasil leva você a conhecer histórias de superação e sucesso mas também histórias de algum sofrimento, invisibilidade, saudade e luta.  Como esta experiência mudou a sua perspetiva do ”ser imigrante”?
Estava pensando sobre isso  no outro dia e acho que venho de uma família parecida com a de muitos imigrantes. Metade da minha família é classe média e, a outra, bastante pobre. Então sempre convivi com realidades bem diferentes. Meu pai mora em Niterói , num bairro bacana, e minha mãe em Belford Roxo, uma das cidades mais pobres do estado do Rio. Mas, mesmo assim fazer o Planeta Brasil tem sido enriquecedor. No lado profissional, o formato do programa para mim é novo. As matérias são mais conversadas e informais, um bate-papo. Espiritualmente, também aprendo muito com cada entrevista e levo comigo parte dessas histórias, dos exemplos, caminhos de acertos e até mesmo de erros.

3) De um reporter de ”hard news” ao Planeta Brasil.  Varia o ”approach” na busca da história?
Na minha opinião não. No Planeta Brasil, assim como em hardnews, tenho o compromisso com a verdade e com  a busca de entender e explicar da melhor maneira a história de vida daquela pessoa sem ser piegas, chato ou tendencioso.
Pra mim hoje a única coisa que é como sou recebido pelos entrevistados. Na minha primeira matéria para o Planeta fui recebido com bolo e cafezinho. Tem como não gostar? (Risos).

4) O que tem acrescentado à sua vida esta estadia em NY e o lidar com histórias tão pessoais?
O inglês (Risos). Ainda não falo bem mas já saí do hello e thank you… Agora profissionalmente tudo. Literalmente. Fazer parte do time do Planeta Brasil mudou minha trajetória profissional. Antes eu era visto como aquele repórter de terno e gravata, sempre sério, e hoje me assistem rindo, brincando e se divertindo. Tudo isso sem perder o meu foco e objetivo, certamente é diferente e ficará comigo. Pra vida.

5) O que mais o fascinou de Nova York e do povo americano?
Em Nova York, a rotina intensa. Eita povo que gosta de trabalhar. Aqui tudo é mais corrido. Também me impressiona a educação do povo, sem dúvida. Morar em um lugar onde os carros param para você atravessar a rua é sensacional!

6) Nas horas vagas, o que gosta de fazer?
Bato perna! Gosto muito do dia então sempre busco passeios diferentes, restaurantes que ainda não conheço e lugares diferentes para ir. No resto do meu tempo livre gosto de ficar em casa vendo filmes ou estudando.

7) Quais são os projetos para 2015? Pessoais e profissionais?
Eu quero encontrar a mulher da minha vida, casar e ter filhos… tô brincando!(risos). Espero que 2015 seja um ano bom, sabe!? Cheio de luz para os nossos caminhos e realizações. Quanto a planos: não os tenho. Não sou do tipo “deixa a vida me levar” não mas recebo de braços abertos as boas dádivas do Universo. E aquilo que vem e que não parece ser tão bacana, eu não aceito, e fica apenas o aprendizado.

FOTO: Crédito: Globo/ Luiz C. Ribeiro