capa
InstagramTwitterFacebook

anuncie

25/08/2019

directv

Um vírus chamado Zika

mosquito

A infecção causada pelo Zika vírus causa febre, lesões avermelhadas na pele, dores articulares e conjuntivite. Nas últimas semanas, este tipo de infecção tornou-se alarmante por estar relacionada temporalmente com microcefalia em bebês de mães que tiveram a infecção durante a gestação.

O Zika vírus foi primeiramente encontrado em um macaco Reshus que fazia parte de uma rede de vigilância da febre amarela na África em 1947, na floresta Zika em Uganda. Mas a primeira infecção humana foi reportada em 1968 e depois entre 1971 e 1975. Há evidências que havia circulação do vírus na África e sudeste da Ásia, onde causou alguns surtos da doença. Recentemente casos da infecção foram relatados na America Latina (Chile, Colombia e Brasil), com provável entrada no Brasil após a Copa do Mundo de 2014.

A infecção pelo Zika vírus é similar aos sintomas da Dengue que é endêmica no Brasil (principalmente durante verão e primavera). O vírus é transmistido pela picada de mosquito do tipo Aedes, semelhante à transmissão da febre amarela, chikungunya e dengue. Até um surto em 2013-2014, acreditava-se que a infecão por este vírus não era grave, mas no surto da Polinésia Francesa, casos que tinham sintomas neurólogicos (Sindrome de Giullia-Barre) associados foram diagnosticados.

Infelizmente o Brasil foi o país a confirmar a relação entre o Zika vírus e a microcefalia. De acordo com o website do Ministério da Saúde*, a média de microcefalia no Brasil é de 156 casos por ano. Em 2015, já existem 1,247 casos em investigação. Microcefalia é uma malformação congênita, onde há diminuição do perímetro cefálico (“tamanho da cabeça”) do bebê ao nascer e interfere no desvenvolvimento do cérebro. Está relacionada a problemas neurológicos e atraso no desenvolvimento da criança. Outras má-formações também estão sendo investigadas.

Por conta disso, existe um alerta sobre a necessidade do combate mais sério ao Zika vírus, à proteção a picadas de mosquitos (barreiras físicas como usar roupas de mangas compridas e repelente) e até atrasar uma gravidez planejada. O verão brasileiro está chegando e com ele o aumento da circulação do mosquitos do tipo Aedes e a possibilidade de infecção pelo Zika vírus.

microcefalia

Nota de esclarecimento pela Dra. Presa:

Dra. Jessica PresaA vacina contra rubeola não causa microcefalia, como infelizmente alguns boatos na internet estao noticiando. Primeiramente a vacina nem é indicada para grávidas e nem houve campanha de vacinação contra rubeola no nordeste. Segundo, grávidas que foram inadvertidamente vacinadas em campanhas anterioes para mulheres não grávidas, foram acompanhadas e nenhum bebê nasceu com mal-formações. Em epidemiologia, é comum que algumas doenças aparecam um alguns locais antes de se espalharem para outras regiões, e foi o que aconteceu com o Zika viíus no Nordeste do Brasil. Último, mas não menos importante: o Programa Nacional de Imunizações Brasileiro é um dos programas de saúde pública de mais sucesso no nosso país, gerenciado por pessoas altamente competentes, e deveria ser motivo de orgulho e não alvo de boatos desconstrutivos.

Fonte: Portal Saúde.Gov.Br