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25/08/2019

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Caxumba, ainda precisamos nos preocupar?

caxumba

Dra. Jessica PresaPor Jessica Vespa

Caxumba ou parotidite, é uma infeção viral das parotidas (glândulas salivares) , caraterizadas por febre e inchaço das parotidas ou outras glandulas salivares, que dura de 2 a 10 dias. O periodo de incubação é de 12 a 25 dias, mas geralmente varia de 16 a 18 dias após exposição ao vírus da caxumba. Algumas vezes, a caxumba é assintomática, mas as complicações ainda podem acontecer.  As complicações podem ser meningite viral em 10% dos casos (mais frequente em homen que mulheres); orquite,  uni ou bilateral (inflamação dos testículos) que pode levar a esterilidade, mesmo que raramente;  ooforite em mulheres é mais incomum (inflamação dos ovários); pancreatite em 3.5% dos casos, entre outros.

Existe vacina disponível contra caxumba e ela é uma vacina combinada com rubeola e sarampo, a chamada MMR (measles, mumps and rubela) ou também com varicela (catapora), a MMRV. A MMR ou a MMRV são vacinas atenuadas, ou seja, o vírus está “vivo” porém enfraquecido. O esquema de vacinação é composto de 2 doses, uma oferecida entre 12 e 15 meses de vida e a outra entre 4 a 6 anos. Ela é efetiva em  78%  após uma dose e 88% após duas doses. Mesmo com duas doses, a falha vacinal ainda pode ocorrer porque existe queda dos niveis de proteção com o tempo. Essas falhas podem levar a surtos de caxumba, principalmente em ambientes com alta densidade de pessoas e com contato próximo. Nestes casos, uma terceira dose é recomendada.

O Brasil enfrenta um surto de caxumba em diversos estados. São Paulo até o dia 25 de julho teve 1704 casos. A vigilância de casos é essencial para identificação e atuação no controle de surtos. Por isso todos os casos, mesmo que suspeitos, devem ser reportados para as autoridades de saúde.